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SSE 48: Balanço Energético e Regulação do Peso Corporal

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MELBY C., HICKEY M. Balanço Energético e Regulação do Peso Corporal. Sports Science Exchange. Gatorade Sports Science Institute, v. 18, n. 4, out/nov/dez. 2006. Disponível em: http://www.gssi.com.br/. Acesso em xx.xx.200x.

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Autores: Matt HickeyChris Melby

PONTOS PRINCIPAIS

As leis da termodinâmica determinam que quando a ingestão de calorias provenientes dos alimentos é maior que o gasto energético teremos o armazenamento de energia – o acúmulo de gordura. Inversamente, se houver o déficit, ou seja, ingestão menor que o gasto energético, teremos a perda dos estoques corporais de energia e redução do peso.
Mas o controle do peso corporal não é tão simples. Quando as pessoas seguem uma dieta para perda de peso, costumam não conseguir perder o peso previsto se considerarem apenas a redução de calorias ingeridas. Na verdade, o balanço energético é melhor explicado pelo uso de uma equação dinâmica na qual as mudanças em um dos fatores da equação “energia consumida/energia gasta” resulta em mudanças metabólicas e/ou comportamentais de compensação no lado oposto. Por exemplo, quando uma pessoa começa a seguir uma dieta com restrição calórica, a taxa do metabolismo costuma diminuir, de maneira que a perda de peso é menor que a esperada.
Há evidências crescentes de que a fisiologia humana é configurada de maneira que é mais eficiente para lidar com a minização de potenciais conseqüências negativas da baixa ingestão calórica (ex.: fome) que com as conseqüências negativas do excesso de calorias. Isso faz com que haja uma acentuada tendência para o ganho de peso quando as pessoas ingerem alimentos demais e fazem o mínimo de atividade física.
Os dois pilares de uma abordagem eficaz a longo prazo para a regulação do peso corporal são a dieta saudável e atividade física regular. Dietas radicais são raramente adequadas porque envolvem adaptações metabólicas (redução do gasto energético de repouso, níveis reduzidos de hormônios de saciedade e aumento dos hormônios relacionados a fome) que atuam como antagonistas para perda permanente de peso. A prática regular de exercícios ainda é o principal fator de previsão de manutenção da perda de peso a longo prazo.

INTRODUÇÃO
Apesar de termos uma gama de recomendações estabelecidas por diversas organizações de saúde para melhorar a dieta e aumentar a atividade fisica, a prevalência da obesidade aumentou dramaticamente nos EUA nas duas últimas décadas. O aumento do peso nos EUA gerou uma indústria de perda de peso de bilhões de dólares, com a propaganda de livros sobre dieta, programas de exercício físico e suplementos que oferecem uma solução rápida para aumentar o metabolismo e derreter a gordura. Dada a confusão, falta de informação e busca da “pílula mágica”que caracteriza a indústria de perda de peso nos EUA, é particularmente importante que os profissionais de saúde reavaliem os princípios científicos da regulação do peso corporal.

REVISÃO DA LITERATURA

Conceitos Básicos em Bioenergética

Uma breve revisão de princípios bioenergéticos nos fornecerá a base para a compreensão de muitos problemas no controle de perda de peso. Os seres humanos precisam de energia para realizar o trabalho biológico tais como a contração muscular, a biossíntese de glicogênio e proteína, transporte de íons e moléculas contra o gradiente de concentração, etc. A “moeda” primária de energia necessária para tal trabalho é encontrada nas ligações químicas da molécula de adenosina trifosfato (ATP). Essa energia é liberada pela quebra de ATP em adenosina difosfato (ADP) e fosfato inorgânico (Pi). A maioria do nosso requerimento diário de ATP é atendido pela sintetização de ATP a partir do ADP e de Pi na mitocôndria das células, sendo que a energia necessária para este processo é oferecida indiretamente pela oxidação de macronutrientes (carboidratos, gorduras e proteinas). A figura 1 mostra que quando uma molécula de glicose sofre a oxidação para se transformar em CO2 e H2O, temos a oferta de energia para a síntese de ATP. A energia liberada pela quebra do ATP é então usada para o trabalho biológico. Observe que apenas uma porção da energia liberada a partir da oxidação de glicose é conservada na molécula recém-sintetizada de ATP. Na realidade, mais que metade da energia presente dentro da molécula de glicose é perdida como calor, um fenômeno descrito pela segunda lei da termodinâmica, que dita que as reações químicas não são necessariamente eficientes. Se a proporção de energia obtida a partir da glicose conservada como ATP diminuísse e a produção de calor aumentasse, o processo seria menos eficiente do ponto de vista energético que o normal.

FIGURA 1. Produção biológica de energia. A oxidação completa de uma molécula de glicose resulta na energia necessária para a síntese de ATP, que por sua vez oferece energia para o trabalho celular. Nesse processo, mais energia é perdida como calor do que conservada como moléculas de ATP.

Calorimetria. A determinação de energia disponível nos alimentos é baseada na sua combustão em um calorímetro de bomba. A energia não é captada como ATP, mas sim convertida em calor; daí o uso da kilocaloria (uma unidade de energia calorimétrica) para quantificar a energia disponível nos alimentos. A correção dos dados da bomba calorimétrica para avaliar como o organismo consegue usar cada um dos macronutrientes resulta em valores de energia metabolizáveis iguais a 4 Kcal/g para carboidratos e proteínas e de 9 Kcal/g para gorduras. Bebidas alcoólicas (etanol) fornecem 7 Kcal/g.

Equação do Balanço Energético. A primeira lei da termodinâmica declara que a energia não é criada nem destruída, mas sim que se transforma de uma forma para outra. Como a energia ingerida e a gasta devem ser contabilizadas, essa lei serve como base para a equação do balanço energético. Colocado de maneira simples, o excesso da ingestão energética comparada ao gasto promoverá o armazenamento da energia corporal; por outro lado, o déficit da ingestão energética comparado ao gasto promoverá a perda dos estoques de energia do organismo. O número de fatores que regulam a ingestão e gasto de energia em seres humanos é grande e complexo. Com relação à ingestão, o hipotálamo integra os sinais relacionados ao trato gastrintestinal, os sinais com origem no metabolismo de macronutrientes (principalmente no fígado) e os sinais químicos do sistema nervoso central e do periférico que são anabólicos (estímulo da fome, ex., neuropeptídeo Y) ou catabólicos (supressão da fome; ex.: leptina) para determinar os fatores biológicos que estimulam ou não a ingestão de alimentos. Além disso, esses sinais “biológicos”são associados a fatores psicossociais (ex.: cultura), fatores comportamentais (ex.: ingestão de salgadinhos durante os comerciais da televisão) e fatores ambientais (ex.: tamanho das porções, qualidades sensoriais dos alimentos). O comportamento resultante não é o mero resultado do aumento ou redução do impulso biológico para comer, mas é derivado da complexa integração de muitos fatores internos e externos.

O gasto energético diário total também é determinado por diversos fatores, como mostra a Figura 2.

FIGURA 2. Os componentes do gasto energético diário total em um indivíduo que pratica exercícios.

Para indivíduos sedentários e moderadamente ativos, o gasto energético de repouso é, sem dúvida, o principal componente. Seu principal determinante é o tamanho corporal, principalmente a massa magra, incluindo os órgãos internos e o músculo esquelético. A contribuição da gordura corporal para o gasto energético de repouso é muito menor, mas aumenta com o aumento da massa de gordura. O efeito termodinâmico dos alimentos representa o aumento no gasto energético relacionado à digestão, absorção e assimilação de macronutrientes (termogênese obrigatória) assim como gasto energético adicional resultante da atividade aumentada do sistema nervoso simpático. O gasto energético da atividade física é responsável pelo restante do gasto calórico diário e inclui tanto a termogênese de exercícios como a de atividades não-físicas. Entre atividades não-físicas temos a manutenção da postura, as atividades de vida diária e demais movimentos. A quantidade de energia gasta na atividade física é controlada em grande parte de maneira voluntária e varia consideravelmente entre indivíduos e mesmo para o mesmo indivíduo em dias diferentes.

A equação do balanço energético costuma ser usada no aconselhamento para perda de peso para prever a magnitude das perdas de gordura corporal em resposta à redução da ingestão energética e/ou aumento do gasto energético relacionado à atividade física. Por exemplo, um indivíduo sobrepeso pode ser aconselhado a ter um déficit diário de 500 Kcal, reduzindo a ingestão de alimentos específicos da dieta. Como 250 g de gordura equivalem a aproximadamente 3500 Kcal, pode-se prever que uma pessoa teria um déficit semanal de 3500 Kcal (500 Kcal/dia x 7 dias/semana), o que promoveria a perda total de gordura corporal de mais de 25 kg por ano. Entretanto, como será discutido, essas previsões são vagas, na melhor das hipóteses, demasiadamente simplistas e cometem um erro ao não considerar o organismo como um sistema dinâmico, capaz de passar por importantes ajustes metabólicos e comportamentais no gasto energético em resposta a mudanças na ingestão energética.

Contradições Visíveis às Leis da Termodinâmica

Há muitos casos relatados e até mesmo resultados científicos em seres humanos que parecem mostrar o oposto do que costuma ser usado na equação de balanço energético. Em muitos estudos, a perda média de peso em voluntários é marcadamente menor que a prevista baseada na magnitude expressa pelos déficits de energia. Diferentemente da questão de déficit, Bouchard e col. (1990) alimentaram gêmeos idënticos com 1000 Kcal acima dos requerimentos iniciais de energia, todos os dias, por 84 dias. A equação de balanço energético diria que ocorreria um ganho de peso de 12 kg por todos os indivíduos. Entretanto, a média de ganho de peso foi de apenas 9 kg. De maneira interessante, entre os 12 pares de gêmeos, alguns apresentaram um ganho de peso três vezes maior que outros, apesar de ter considerado a mesma oferta de energia para todos. De maneira semelhante, Levine e col. (1999) super-alimentaram um grupo de indivíduos com 1000 kcal por dia por oito semanas e observou uma diferença de 10 vezes na quantia de gordura ganha pelos voluntários que participaram do estudo. Considerados em conjunto, esses resultados enfatizam a substancial variabilidade inter-individual em resposta às mudanças na ingestão energética. Outras evidências que parecem ser contrárias aos princípios de bioenergia incluem dados de recentes estudos clínicos que relatam uma perda de peso duas vezes maior em um período de 6 meses com a dieta pobre em carboidratos, a dieta do dr. Atkins, comparada a uma dieta convencional pobre em gorduras. Esses resultados geraram muitas discussões entre cientistas e profissionais da saúde com relação à bioenergia e perda de peso (Buchholz & Schoeller, 2004; Fine & Feinman, 2004). Com base nessas aparentes contradições aos princípios de bioenergia, devemos descartar a equação de balanço energético? As leis da termodinâmica têm pouca utilidade para a regulação do peso corporal em seres humanos?

Possíveis Explicações para as Aparentes Contradições às Leis da Termodinâmica

É difícil realizar medições precisas tanto da ingestão quanto do gasto energético e erros consideráveis são comuns. O auto-relato da ingestão dietética, que costuma ser usado por profissionais para estimar a ingestão de energia, é reconhecidamente imprecisa. Em um interessante estudo de caso, Tremblay e col. (1991) descreve o caso de um homem de 45 anos de idade com 108 quilos, com 26% de gordura corporal, que não conseguia perder peso apesar de relatar uma ingestão calórica de apenas 1900kcal/dia, sob condições não-controladas (livres). Entretanto, quando testes foram realizados em condições experimentais controladas, o gasto energético de 24 horas do indivíduo era maior que 3000 kcal. Ao receber uma dieta de 1900 kcal no ambiente controlado por 5 dias, ele estava em balanço energético negativo maior que 1000 kcal por dia e a perda de peso foi conseqüência desse déficit. Isso obviamente aponta as imprecisões no relato feito pelo indivíduo com relação à ingestão calórica. Baseados nesses resultados, foi usado água duplamente marcada para medir o gasto energético total diário em adultos que vivem em condições não-controladas e observamos que normalmente as pessoas relatam dados que estão abaixo do real (Guesbeck e col., 2001; Melby e col., 2000). Como o auto-relato sobre gasto energético em atividade física também pode ser inexato, é preciso interpretar essas estimativas de balanço energético com cuidado.

Entretanto, mesmo se medições exatas de ingestão e gasto energético pudessem ser obtidos no início de uma dieta hipocalórica, o cálculo típico usado para prever a mudança de peso é baseada em duas premissas que apresentam falhas: 1) toda a perda de peso será de tecido gorduroso; e 2) mudanças na ingestão energética não têm impacto no gasto energético. As duas premissas são falsas. Primeiro, apesar de a maior parte da perda de peso induzida pela dieta ser conseqüência de reduções na gordura corporal, existe também a perda de tecido magro. Além disso, a subalimentação também apresenta processos de adaptação que diminuem o gasto energético que ocorrem para “defender” a massa corporal original. Reduções agudas tanto no gasto energético de repouso quanto no efeito termodinâmico dos alimentos irão ocorrer, sendo que a queda no gasto energético de repouso é maior que o que pode ser explicado pela perda de massa corporal (ou seja, há um aumento na eficiência metabólica) e há reduções paralelas nos hormônios termogênicos (i.e., hormônio da tiróide, insulina, leptina). Devido à ingestão energética reduzida via dieta, menos energia será necessária para digerir e assimilar os nutrientes, e o efeito térmico dos alimentos diminui. Por um período mais longo, conforme ocorre a perda de peso, há também um declínio adicional no gasto energético de repouso e da energia necessária para os movimentos em conseqüência da diminuição da massa corporal. A termogênese de atividades que não seja o exercício também pode sofrer uma redução como resposta à dieta hipocalórica e diminuição da massa corporal (Leibel e col., 1995). As evidências anteriores mostram claramente que é provável que qualquer tentativa de se prever a perda de peso baseada apenas na redução da ingestão calórica apresente erro. Mesmo com a compreensão da dinâmica dos sistemas biológicos, diferenças individuais consideráveis em respostas metabólicas à redução calórica excluem previsões exatas de quanto de massa corporal o indivíduo vai perder a longo prazo. Isso nos remete ao conceito de eficiência metabólica.

Mudanças na Eficiência Metabólica. Independentemente da base biológica para diferenças individuais no ganho ou perda de peso como resposta aos desafios energéticos, as leis da termodinâmica ainda são válidas. Um ponto que costuma ser esquecido ao se explicar alguns desses casos difíceis é a eficiência metabólica, i.e., quanto de peso foi ganho ou perdido de acordo com a energia ingerida. A eficiência do armazenamento de energia em resposta à super-alimentação é determinada dividindo-se o excesso de energia armazenado pelo excesso de energia ingerido. Por exemplo, Levine e col. (1999) super-alimentou 24 voluntários por 8 semanas e determinou o destino do excesso de energia. Do total das 1000 kcal em excesso oferecidas diariamente no início, 432 Kcal foram armazenadas por dia (389 kcal/dia como gordura, 43 kcal/dia como tecido livre de gordura). A eficiencia metabólica também variou muito, com armazenamento de valores que variaram de números abaixo de 100 kcal/dia (baixa eficiência metabólica) até acima de 700 kcal/dia (alta eficiência metabólica). Nesse estudo, a resistência ao ganho de gordura (ou seja, baixa eficiência metabólica) foi conseqüência, principalmente, do aumento da termogênese de atividades diferentes do exercício físico, com contribuições menores do aumento do gasto energético de repouso e do efeito termodinâmico dos alimentos.

Nas condições atuais, marcadas pela abundância de alimentos, estilos de vida sedentários e alto risco para desenvolver a obesidade e seus efeitos prejudiciais, deveria ser claro que a baixa eficiência metabólica (ou seja, a ineficiência) deveria ser vantajosa em termos de limitar o ganho de peso. Em seu estudo com gêmeos, Bouchard e col. (1990) encontrou maior concordância em ganho de peso entre irmãos gêmeos que entre pares de gêmeos, sugerindo que fatores genéticos desempenham um fator importante na determinação da resposta de um individuo a super-alimentação. Os fatores biológicos que contribuem para as diferenças na eficiência metabólica são complexas e não são totalmente entendidas. Os fatores incluem diferenças na termogênese de atividades que não sejam os exercícios (como discutido acima), hormônios termogênicos (hormônio T3 da tiróide), insulina, catecolaminas, etc.) e várias mudanças no metabolismo energético que aumentam a perda de energia na forma de calor (Figura 3)

FIGURA 3. Balanço Energético e Termodinâmica Biológica. Esta figura apresenta uma visão geral simplificada do balanço energético. A energia disponível para o organismo é denominada energia metabolizável, e reflete a ingestão bruta de energia menos as perdas fecais e urinárias. Tanto a ingestão bruta quanto a ingestão calórica metabólica correspondente sofrem o efeito de uma série de fatores, inclusive ambientais, efeitos específicos dos macronutrientes na saciedade, densidade energética e qualidades hedônicas (sensoriais) dos alimentos. Além disso, os sinais biológicos da fome/saciedade interagem com fatores ambientais e nutriente-específicos que contribuem para a ingestão energética bruta. Uma vez que a energia metabolizável é disponível no organismo, há muitas reações metabólicas que consomem o ATP. Mais ainda, há diversos processos que contribuem para a termogênese “adaptativa”ou “flexível” (substrato ou ciclos sem propósito, extravazamento de íons, etc). É importante observar que o metabolismo humano e a respectiva regulação do balanço energético seguem tanto a primeira quanto a segunda lei da termodinâmica; nenhuma energia metabolizável é “perdida”. Toda energia que não for armazenada nem usada como ATP é responsável pela dissipação de calor. Praticamente, TODAS as reações de transferência de energia que ocorrem no metabolismo humano são “ineficientes” (ou seja, nem toda energia potencial é “captada”como ATP), de acordo com a segunda lei. Diferenças interindividuais na “eficiência” da transferência e armazenamento de energia não representam violações das leis da termodinâmica, elas correm devido às diferenças na termogênese adaptativa, o custo energético das interconversões metabólicas entre os macronutrientes e outros processos de “desperdício energético”, tais como ineficiências motoras/mecânicas, termogênese de atividades que não sejam a atividade física, etc.

Um aumento na eficiência metabólica induzida pela restrição calórica servirá para atenuar a perda de peso e também pode contribuir para os platôs de perda de peso e/ou voltar a ganhar peso. Com uma dieta que induz o déficit calórico, a ineficiência metabólica representaria uma vantagem para indivíduos obesos tentando diminuir os estoques de gordura corporal. Uma maior perda de peso vai ocorrer para qualquer nível de restrição energética em um indivíduo que é menos eficiente do ponto de vista metabólico que em indivíduos que apresentam maior eficiência. Inúmeras vezes, sugeriu-se que o desafio energético “típico”para a maior parte da história humana é o déficit energético. Assim, a resposta biológica ao déficit energético é bastante robusta; inclui uma “retração” rápida do gasto energético de repouso, diminuição no efeito termodinâmico dos alimentos e, se o déficit calórico for acentuado, redução no gasto energético durante a prática de atividade física, inclusive na termogênese de outras atividades que não sejam os exercícios (Keys e col., 1950). Como o “stress”energético de alimentos em abundância e com alta densidade energética e o estilo de vida sedentários são fatores relativamente recentes na escala da evolução, o sistema regulatório é menos bem equipado para fazer os ajustes, o que resulta no ganho de peso (ou isso é, no mínimo, mais provável).

Viés Metabólico que favorece o Ganho de Peso

Dá-se muita atenção à hipótese de que o sistema que regula o balanço energético em seres humanos pode favorecer o ganho de peso (Schwartz e col., 2003). Mais especificamente, o sistema responde de maneira rápida e robusta aos déficits energéticos, mas essa resposta é menor ao excesso de energia (ou seja, é mais lento e menos robusto). Em termos práticos, isso vai promover uma redução modesta e lenta na eficiência metabólica e na supressão do apetite em resposta à super-alimentação, mas um aumento bastante rápido e importante na eficiência metabólica e na estimulação do apetite em resposta à uma dieta hipocalórica. Colocando de maneira simples, a fisiologia humana tem a tendência de se proteger mais contra a perda de peso que contra seu ganho indesejado. Em resposta às dietas hipocalóricas, as mudanças nos sinais metabólicos diminuem o gasto energético (ex.: redução em T3, leptina e insulina) e estimula o impulso para comer (ex.: aumento em neuropeptídeo Y e redução da leptina). Essas mudanças metabólicas são portanto associadas com voltar a ganhar peso.

Efeitos Metabólicos da Modificação da Ingestão de Macronutrientes

Mudanças na ingestão de carboidratos e proteínas promovem mudanças rápidas na oxidação de carboidratos e aminoácidos que servem para manter o balanço de carboidratos e proteínas, respectivamente. Entretanto, alterações na ingestão de gorduras resultam em mudanças pequenas, se essas ocorrerem, e imediatas na oxidação das gorduras. Da mesma maneira, a curto prazo há um pequeno esforço regulatório para manter o balanço de gorduras (Flatt, 1995). Assim, mudanças de peso seguidas de desafios ao balanço energético ocorrem principalmente devido às alterações no balanço de gorduras, principais responsáveis pelo desequilíbrio causado na energia total. Como o balanço de carboidratos e proteínas é mantido de maneira mais firme, qualquer excedente de energia proveniente da dieta depois de alguns poucos dias devem ser necessariamente acomodados por meio do aumento dos estoques de gordura. Baseados em tais evidências, muitos americanos presumiram, de maneira errônea, que uma dieta rica em carboidratos não promoveria o ganho de peso. Entretanto, se a ingestão energética for maior que o gasto, é possível que uma pessoa se torne obesa, mesmo seguindo uma dieta rica em carboidratos e pobre em gorduras, não porque os carboidratos sejam usados para produzir gordura, mas sim porque a gordura dietética é armazenada em vez de ser oxidada, conforme o organismo se ajusta rapidamente para oxidar carboidratos e assim atender suas necessidades de energia. Por exemplo, digamos que um indivíduo de peso normal que necessite de 2400 kcal para manter o balanço energético consuma uma dieta na qual 50% das calorias sejam provenientes de carboidratos, 35% da gordura e 15% das proteínas. Com a crença de que a gordura é a vilã e que os carboidratos sejam a chave para a saúde, essa pessoa diminui a gordura dietética e aumenta bastante a ingestão de carboidratos, o que irá resultar em um excesso de energia consumida (2600 Kcal) comparado ao gasto (2400 Kcal). O balanço de gorduras é positivo (a ingestão de gorduras é maior que sua oxidação), mesmo com a ingestão reduzida desses nutrientes (porque a ingestão calórica é maior que o gasto) e o ganho de peso ocorre com o passar do tempo, apesar da ingestão reduzida de gorduras. Esse balanço positivo de gorduras ocorre principalmente porque um excesso de energia na forma de carboidratos suprime a oxidação das gorduras, de maneira que com o balanço energético positivo, muito da gordura dietética é armazenada em vez de ser oxidada.

Dietas Populares e Princípios da Bioenergética

Refeições ricas em gordura promovem a ingestão elevada de energia porque o teor calórico (pelo menos no estômago) é relativamente “despercebido”. Esse fenômeno é chamado de “consumo excessivo passivo.”Associado às observações que a gordura dietética é o macronutriente mais fraco entre os três para promover a saciedade, e também o mais fraco para induzir sua própria oxidação, não é de surpreender que as dietas ricas em gordura costumam ser ricas em energia e mais propensas a promover o ganho de peso. Em um primeiro momento, pode parecer difícil conciliar essa evidência com resultados de estudos recentes que mostram que as dietas pobres em carboidratos resultam em perda de peso maior que uma dieta convencional, pobre em gorduras e hipocalórica durante os 6 primeiros meses da dieta (Brehm e col., 2003; Foster e col., 2003; McAuley e col., 2005; Samaha e col., 2003; Stern e col., 2004). Entretanto, baseando-se nos princípios bioenergéticos, não deveríamos nos supreender que essa dieta promova a perda de peso, mesmo que a dieta não tenha uma abordagem hipocalórica. Por exemplo, digamos que uma pessoa com sobrepeso e sedentária esteja em balanço energético e de macronutrientes recebendo uma dieta de 2400 kcal, onde 50% das calorias sejam provenientes de carboidratos, 35% das gorduras e 15% das proteínas. Ao iniciar uma dieta pobre em carboidratos, apesar do acesso ilimitado às proteínas e gorduras, perde peso nesse exemplo por três motivos. Primeiro, a gordura não é acrescentada a uma quantia constante de carboidratos; pelo contrário, a redução nas calorias provenientes de carboidratos é maior que o aumento em calorias provenientes das gorduras e dessa maneira, a dieta é agora hipocalórica. Segundo, a redução significativa na ingestão de carboidratos ocorre porque frutas, a maioria das hortaliças, cereais, pães, leguminosas, sobremesas, doces, sucos e bebidas açucaradas são consideradas “fora dos limites”. Assim, a ingestão calórica fica abaixo de 1600 kcal/dia enquanto o gasto energético é mantido elevado. Finalmente, apesar da ingestão elevada de gorduras, o balanço de gordura é negativo (oxidação de gorduras é maior que sua ingestão) devido ao estado hipocalórico.

Por que a perda de peso em seis meses é duas vezes maior com uma dieta pobre em carboidratos que com a dieta convencional? Esta é uma pergunta mais difícil de ser respondida. Apesar de, no início, haver maior perda de água devido à depleção de glicogênio no grupo que recebe uma dieta pobre em carboidratos, isso não explica toda a perda de peso. Diversas possibilidades devem ser avaliadas considerando-se os princípios bioenergéticos. Do ponto de vista de ingestão calórica, pode ser que o consumo de energia seja menor com as dietas pobre em carboidratos. Os estudos acima mencionados foram realizados com indivíduos que não se encontravam hospitalizados e não se procurar igualar a ingestão energética entre as diferentes dietas. Dessa maneira, a ingestão calórica das dietas pobre em carboidratos podem ter diminuído em função da monotonia da dieta, maior saciedade por causa da ingestão aumentada de proteínas (Schoeller & Buchholz, 2005) e níveis mais altos de cetonas na corrente sangüínea (produtos do catabolismo de gorduras). Se a excreção de cetonas urinárias sob uma dieta pobre em carboidratos pode contribuir para a perda da energia metabolizável, essa perda de energia é considerada insignificante para a maioria dos indivíduos recebendo uma dieta pobre em carboidratos.

Com relação ao fator gasto na equação de balanço energético, é possível que a dieta pobre em carboidratos induza maior ineficiência metabólica. Não há evidências que o gasto energético do exercício ou que a termogênese de atividades diferentes do exercício sejam maiores com uma dieta pobre em carboidratos. O alto teor de proteína de uma dieta pode resultar em um aumento do efeito termodinâmico dos alimentos, mas esse efeito é menor com as gorduras quando se compara os três macronutrientes e um teor elevado de gorduras pode atenuar o efeito de uma dieta rica em proteínas no efeito termodinâmico dos alimentos. Quanto maior a ingestão de proteína dietética, maior pode ser o turnover protéico e de aminoácidos, o que consome muita energia. Além disso, parece que é preciso no mínimo 100g de glicose por dia para o sistema nervoso central, hemácias e outros tecidos que dependem da glicose. Com a baixíssima disponibilidade de carboidratos ao se iniciar uma dieta (i.e., na fase de indução), a síntese da glicose necessária a partir de aminoácidos e, em menor grau, a partir do glicerol, consome muita energia. Fine and Fineman (2005) sugeriram que seria necessário um aumento da energia para a síntese da glicose requerida, o que na verdade, contribuiria para aumentar a ineficiência metabólica. Entretanto, Brehm e col. (2005) relataram que estimativas do gasto energético durante os períodos de descanso e pós-prandial não eram maiores sob uma dieta pobre em carboidratos,comparadas à dieta rica em carboidratos. Isso mostra claramente que mais pesquisas devem ser realizadas para estudar esses aspectos.

Em um estudo experimental que avaliou a eficácia de quatro diferentes dietas populares (Atkins, Ornish, Vigilantes do Peso e a dieta 30:40:30), não houve diferenças significativas na perda de peso entre os diferentes grupos após 12 meses (Dansinger e col., 2005). É importante observar que o melhor fator de previsão de perda de peso não foi o tipo de dieta, mas sim a adesão à terapia nutricional, independentemente da dieta usada. Alguns dos livros famosos sobre dietas pobres em carboidratos descrevem esses macronutrientes de maneira negativa porque estimulam a liberação de insulina, o que promove a supressão da quebra e oxidação das gorduras. Entretanto, os carboidratos não podem ser responsáveis por todo o problema porque em um estudo realizado por Dansinger e col., a dieta do Dr. Ornish rica em carboidratos resultou em perda de peso comparável ou até mesmo maior a longo prazo que as dietas pobres em carboidratos. Mais uma vez, os princípios de bioenergética definem que mesmo que a dieta tenha alta porcentagem de calorias provenientes dos carboidratos, a oxidação de gorduras será maior que sua ingestão se a dieta oferecer menos calorias que o gasto energético.

A Busca pela Perda de Peso é Uma Causa Perdida?

Se a fisiologia humana é tendenciosa e favorece o ganho de peso no ambiente atual, se nenhuma dieta para perda de peso usada de maneira isolada se destacou como sendo melhor que as demais, e se a restrição calórica envolve respostas metabólicas e comportamentais que “sabotam” os esforços para manutenção da perda de peso, existe alguma esperança para indivíduos obesos e sobrepeso em seu objetivo de perda permanente de peso? Dados do National Weight Loss Registry (Registro Nacional de Perda de Peso) sugerem que nem tudo está perdido (Wing & Hill, 2001). Há muitas pessoas que tiveram e têm exito em manter a perda de peso de maneira por muitos anos. As características dessas pessoas incluem a restrição dietética, seguimento de uma dieta pobre em gorduras e envolvimento considerável em prática regular de exercícios (Wing & Hill, 2001). Há evidências crescentes em estudos experimentais de que o exercício crônico consegue atenuar os aumentos na eficiência metabólica e diminuir o impulso biológico para restabelecer os estoques de gordura corporal no nível da obesidade. Parece que “uma única abordagem serve para todos” não é adequada para os seres humanos com toda sua importante heterogeneidade (Cornier e col., 2005). Com a realização de mais estudos científicos, o futuro é promissor para prescrições individualizadas quanto à dieta e prática de exercícios, baseadas na constituição genética de cada pessoa. No momento, entretanto, as seguintes sugestões são apresentadas, reconhecendo que não explicam as diferentes respostas encontradas na população:

Concentrar no sucesso a longo prazo, em vez de a curto prazo. A aderência à dietas radicais é baixa, principalmente porque promovem perda rápida de peso com déficit calórico elevado. Uma abordagem a longo prazo parece ajudar a minizar os aumentos na eficiência metabólica e na percepção da fome, presentes na perda rápida de peso, e que acaba direcionando o indivíduo a voltar a ganhar peso.
Escolher uma dieta saudável para a vida e ajuste a ingestão calórica para atender objetivos realistas de perda de peso. Recomenda-se uma abordagem que envolva o consumo de todos os alimentos, uma variedade de frutas e hortaliças frescas, cereais integrais e alimentos ricos em proteína magra. Há evidências crescentes de que a dieta “do mundo real” que favorece mais as proteínas magras e carboidratos de absorção lenta em vez de alimentos ricos em açúcar e com alto teor de gordura aumentam a saciedade e podem ajudar a atenuar os fatores metabólicos e comportamentais que “sabotam” a perda de peso e promovem sua recuperação.
Aumentar o gasto energético por meio da prática de exercícios regularmente, aumentar as atividades da vida diária e limitar o tempo gasto em atividades sedentárias. A prática regular de atividade física pode ser a melhor ferramenta disponível para compensar os ajustes metabólicos e comportamentais que acompanham a perda de peso. Especificamente:
Apesar de parecer que o exercício não protege contra a perda de massa corporal magra na presença de restrição calórica acentuada, ele pode ajudar a preservar essa massa em situações de déficit energético moderado, assim como promover perdas de gordura presente na cavidade abdominal. (A gordura abdominal é considerada um fator significativo de risco à saúde).
O exercício parece ser importante para capacitar os indivíduos a regularem a ingestão calórica de maneira a ser mais compatível com o gasto energético. No mundo atual, com restaurantes fast-food e porções grandes, é extremamente difícil, para a pessoa sedentária, limitar a ingestão calórica de maneira suficiente para evitar o balanço energético positiva e acúmulo de gordura corporal.
A prática regular de exercícios é o melhor fator de previsão isolado da manutenção da perda de peso.

RESUMO

O balanço energético é melhor explicado por meio de uma equação dinâmica, onde mudanças em um lado de equação causam alterações metabólicas e/ou comportamentais no outro lado, em vez de uma estática. Visto o atual panorama, com baixa atividade física e uma abundância de alimentos altamente palatáveis e alimentos de baixo custo, a maioria dos sistemas reguladores no ser humano não são bem-equipados para suficientemente nos proteger do ganho de peso e de gordura. Os estoques corporais de gordura podem ser reduzidos por meio do déficit de energia, mas a restrição grave promovida por muitas dietas radicais pode causar adaptações metabólicas que sabotam a capacidade do indivíduo para tentar evitar a recuperação do peso perdido. Recomenda-se uma abordagem que considere a regulação do peso corporal e a saúde a longo prazo, com ênfase na ingestão variada de alimentos integrais nutritivos, incluindo frutas e hortaliças frescas, cereais integrais, carboidratos de absorção lenta, proteínas magras e porções menores. A prática regular de exercícios é um aspecto crítico para a manutenção de peso corporal saudável e ainda é o melhor fator de previsão da perda de peso bem-sucedida a longo prazo.

 

SUPLEMENTO
Questões Práticas no Controle de Peso

Muitos livros sobre dietas, programas de exercícios e suplementos para perda de peso prometem soluções rápidas para aumentar o metabolismo e derreter a gordura. Mas a perda de peso costuma ser bem menos previsível porque quando as pessoas ingerem menos calorias, elas costumam diminuir o gasto energético. A perda de peso em si também pode produzir respostas metabólicas que tendem a diminuir ou mesmo interromper a perda de peso. Essas respostas incluem o aumento da fome e redução da taxa metabólica de repouso e na energia gasta para realizar os movimentos. Dessa maneira, as dietas que duram apenas poucas semanas ou meses costumam ter pouco ou nenhum efeito a longo prazo. Indivíduos com sobrepeso ou obesos devem se concentrar em uma abordagem que considere o estilo de vida para a regulação do peso corporal que lhes permitirá fazer mudanças duradouras no padrão da dieta e da prática de atividade física e que promoverá a perda permanente de peso.

Um Plano Simples para Perda Duradoura de Peso

Não existe nenhuma abordagem isolada para perda de peso que seja melhor para alguém tentando perder peso corporal e gordura, mas os princípios abaixo dão uma boa base.

Estabeleça objetivos realistas quanto à perda de peso. Provavelmente, a constituição genéticas de muitas pessoas com sobrepeso e obesas não permitirá que elas apresentem uma imagem de “Hollywood”. Mas perda de peso tão pequena quanto 10% em um obeso pode produzir importantes benefícios à saúde.
Reconheça que as calorias são importantes. Para perda de peso e gordura corporal, o número de calorias gastas deve ser maior que o número consumido.
Comprometa-se com mudanças permanentes no estilo de vida em vez de seguir a dieta “da moda”. O objetivo é atingir e manter saudáveis o peso e a composição corporal.
Tenha como objetivo um déficit energético moderado em vez de acentuado para perder peso.
Associe o aumento moderado no gasto energético por meio da atividade física com a redução moderada da ingestão calórica.
O American College of Sports Medicine (Colégio Americano de Medicina Esportiva) recomenda déficit calórico diário de 500-100 kcal por dia para perda de peso, mas um déficit menor por um período de tempo maior também atingirá os objetivos de perda de peso. Além disso, pode-se começar com um déficit diário menor e trabalhar para aumentar esse déficit e atingir o déficit alvo ao longo de algumas semanas.
Concentre-se em uma dieta nutritiva, com ingestão calórica ajustada para se atingir os objetivos de perda de peso.
Evite tanto as dietas pobre em carboidratos quanto as dietas muito ricas em gorduras. A maioria das pessoas não consegue seguir essas dietas radicais por um longo período de tempo.
Uma dieta mais realista e duradoura inclui proteínas magras, frutas, hortaliças, leguminosas, cereais integrais, oleaginosas e latícinios com baixo teor de gordura (para aqueles que toleram latícinios).
Ingestão moderadamente rica em proteínas (25–30% das calorias totais) pode acentuar as sensações de saciedade e a perda de gordura corporal, além de poder ter um impacto positivo em diversos problemas de saúde relacionados à obesidade.
O tamanho das porções de todos os alimentos consumidos deve ser ajustado para atender os objetivos da ingestão calórica.
Evite os sentimentos de privação de alimentos, o que pode causar um efeito rebote e promover a ingestão compulsiva.
Alimentos de alta densidade energética, ricos em açúcar e em gordura, devem ser limitados na dieta.
Pratique exercícios regularmente.
A prática regular de atividade física é fundamental para a perda de peso a longo prazo.
As Diretrizes Nutricionais de 2005 para a população dos EUA sugerem que é preciso 60-90 minutos de exercícios de intensidade moderada a intensa na maioria dos dias da semana para evitar o ganho de peso e para manter a perda alcançada.
Caminhar rapidamente pode ser uma maneira eficaz de aumentar o gasto calórico, mas pode-se seguir diversas outras modalidades de exercícios.
Diminua o tempo gasto em atividades sedentárias. Nos momentos de lazer, gaste menos tempo em frente a televisão e o monitor do computador e dê preferência a entretenimentos mais ativos.

SUGESTÃO ADICIONAL DE DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Dansinger, M.L., J.A. Gleason, J.L. Griffith, H.P. Selker, and E.J. Schaefer (2005). Comparison of the Atkins, Ornish, Weight Watchers, and Zone diets for weight loss and heart disease risk reduction: a randomized trial. JAMA, 293(1):43–53.
Schwartz, M.W., S.C. Woods, R.J. Seeley, G.S. Barsh, D.G. Baskin and R.L. Leibel (2003). Is the energy homeostasis system inherently biased toward weight gain? Diabetes, 52(2):232–238.
Wadden, T.A., G.D. Foster, and K.A. Letizia (1994). One-year behavioral treatment of obesity: comparison of moderate and severe caloric restriction and the effects of weight maintenance therapy. J. Consult. Clin. Psychol., 62(1):165–171.
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http://www.health.gov/dietaryguidelines/dga2005/recommendations.htm
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