IMPRIMIR

SSE 35: As bebidas energéticas: ajudam, prejudicam ou são apenas moda?

Citar

BONCI L.M. As ?bebidas energéticas?: ajudam, prejudicam ou são apenas moda?. Sports Science Exchange. Gatorade Sports Science Institute. v. 1. 2002. Disponível em: http://www.gssi.com.br/. Acesso em xx.xx.200x.

Não foi possível copiar os dados para a área de transferência.
Por favor, digite Ctrl+C para copiar o texto.

Citação copiada com sucesso!

Copiar

Autores: Leslie Bonci

Principais tópicos
- Muitos produtos comercializados como “bebidas energéticas” contêm altas concentrações de carboidrato e também quantidades de cafeína.
- Algumas bebidas energéticas contêm ervas, aminoácidos, proteínas e outras substâncias, geralmente em quantidades insuficientes para produzirem efeito no desempenho físico.
- O conteúdo de alguns destes produtos pode resultar na absorção ineficiente de líquidos e nutrientes no intestino, com a possibilidade de causar desconforto gastrointestinal
- Muitas bebidas energéticas são realmente caras e, devido a sua composição, não são apropriadas para o uso por atletas.
- Os atletas deveriam ser melhor informados sobre estes produtos e procurar outros alimentos ou líquidos que não apresentem risco potencial.

Introdução
Atletas que treinam  intensa e freqüentemente reclamam de “esgotamento físico” e fadiga. Como normalmente
recomenda-se a hidratação e o consumo adequado de nutrientes para minimizar a fadiga precoce e maximizar o desempenho e a recuperação, o conceito de uma bebida energética - líquidos e energia juntos em uma garrafa - é um atrativo muito forte para os atletas. A maior oferta energética pode aumentar a capacidade de trabalho, variável desejável para todos e especialmente para indivíduos ativos.
Entretanto, além da boa hidratação e do suficiente aporte energético através da ingestão de alimentos, o atleta necessita de repouso adequado, várias refeições ao dia ou lanches e o consumo adequado de carboidratos, o que produz a sensação de vigor. Além disso, existem elementos adicionais que causam oscilações nos níveis de vários neurotransmissores cerebrais, acarretando a sensação de vigor; estes elementos podem não ter nenhuma relação com a energia proveniente do alimento, ou com o estado de hidratação. Além de água, a maioria das bebidas energéticas contém carboidratos e cafeína como principais ingredientes-o carboidrato, que fornece energia, e a cafeína, que estimula o sistema nervoso central - mas estas podem conter também uma grande variedade de outros ingredientes (Tabela 1). Os atletas devem saber que o consumo de bebidas energéticas não é uma alternativa adequada para substituir a ingestão de líquidos e de alimentos, e que pode não ter relação alguma com a sensação de vigor. Ou seja, os atletas de em ser educados sobre estes produtos. Por exemplo: algumas bebidas energéticas não contém os ingredientes especificados (Gurley et al., 2000), muitas não apresentam uma boa relação custo benefício, quando comparados aos carboidratos, e determinados produtos podem diminuir o desempenho do atleta.
Por que estes produtos energéticos são tão atraentes para os atletas? Para muitos que procuram conciliar a prática de esportes com suas carreiras, escola e vida pessoal, otimizar o tempo da alimentação e da hidratação não é o melhor caminho para o bom desempenho. Para estes atletas, a ingestão de uma bebida energética parece ser uma forma rápida de se obter energia extra para agüentar o dia-a-dia, compensando desta forma, a percepção da deficiência de vitaminas, minerais e produtos herbáreos, ou algum outro nutriente, de auxiliar na “endurance”, acelerar a recuperação do exercício, queimar gordura, aumentar a massa muscular ou melhorar a função cerebral.
Infelizmente, a maioria dessas bebidas energéticas não sustenta este tipo de expectativa. Este artigo examinará estes produtos e as afirmações atribuídas a eles, fornecendo aos atletas diretrizes sobre a sua utilização.

Revisão bibliográfica Ingredientes concentrados nas bebidas energéticas

Carboidratos

A maioria das bebidas energéticas possui concentração de carboidrato de pelo menos 18g/ oz e normalmente, mais de 25g/oz (Tabela 1). Esta alta concentração de carboidrato-glicose, sacarose, maltodextrina, frutose e/ou galactose - diminui a velocidade com que os líquidos são absorvidos do intestino para a corrente sanguínea (Ryan et al., 1998) e conseqüentemente impede a reidratação durante o exercício. Por esta razão, as bebidas energéticas não deveriam ser ingeridas isoladamente imediatamente antes ou durante a atividade física, quando é importante a recuperação rápida das perdas ocorridas através da sudorese. Além disso, quando ingeridas muito antes ou durante o exercício, a alta concentração de carboidrato, pode causar alterações gastrointestinais; bebidas com alta concentração de  frutose podem também produzir efeito laxativo. Da mesma forma, não é recomendada a ingestão de bebidas energéticas um pouco antes ou durante qualquer tipo de exercício porque o desempenho pode estar comprometido pela perda de líquidos corporais por meio da sudorese ou por alterações digestivas.
Do mesmo modo, em situações em que a rápida reidratação é crucial, a ingestão de bebidas energéticas não é a melhor opção durante a recuperação do exercício. A ingestão de uma bebida esportiva bem formulada seria a alternativa mais apropriada. Mesmo quando a hidratação, durante a recuperação, não é o principal ponto, poucas bebidas energéticas contêm quantidade suficiente de carboidratos que alcancem a recomendação de 50 a 75 gramas de carboidrato que deve ser consumido entre 15 a 30 minutos após o exercício (American
Dietetic Association, Dietitians of Canadá, American College of Sports Medicine, 2000). Para a maioria das outras bebidas energéticas, o atleta necessitaria consumir mais de 8 oz destas bebidas, de alto custo, para alcançar a recomendação. As bebidas ricas em carboidrato podem ser úteis em dietas com sobrecarga de carboidrato, tomando o lugar dos alimentos sólidos.
Quando utilizadas com este propósito, as bebidas energéticas que contêm quantidade suficiente de carboidrato deveriam ser consumidas durante a primeira hora de recuperação do exercício. Para os atletas que precisam continuar a ingestão de bebidas com carboidrato antes de um exercício subseqüente ou competição, uma bebida energética formulada adequadamente poderia ser consumida até duas horas antes do próximo exercício ou competição. Este tempo permitiria a digestão e a absorção adequada do carboidrato antes do início do exercício.
Ao contrário das bebidas energéticas, uma bebida esportiva eficaz é formulada para fornecer aproximadamente 14 gramas (1 colher de chá) de carboidrato na forma de sacarose, glicose, frutose (em pequenas quantidades) ou maltodextrina em cada 8 oz (240 ml) da bebida (Casa et al., 2000). Além disso, os eletrólitos (sódio e potássio) estimulam a ingestão hídrica (Nose et al., 1988; Wemple et al., 1997) e podem reduzir ou prevenir a cãimbra durante ou após o exercício (Bergeron, 1996).

Cafeína
A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e, embora o efeito seja temporário, pode provocar a sensação de vigor no atleta. Em estudos laboratoriais, a cafeína em uma dose de aproximadamente 6mg/kg peso corporal (ex., 490 mg para uma pessoa de 180-lb), aumenta a performance em exercícios que duram de 1 a 120 minutos (Graham, 2001).
Infelizmente, esta alta dose de cafeína provoca a sensação de “bem-estar mas, se ingerida muito antes do exercício, pode provocar tanto um efeito laxativo quanto um efeito diurético que, por sua vez, pode diminuir ao invés de aumentar o desempenho. Ao mesmo tempo, a dose de cafeína contida nas bebidas energéticas nem sempre está evidente no rótulo, e pode até ser alta o suficiente para aumentar o risco de resultar positivo em um teste de doping.

Ervas
Muitas bebidas energéticas contêm cafeína na forma de ervas, incluindo extratos de semente de guaraná e folha de erva-mate. Algumas pessoas que não consumiriam cafeína na forma sintética são “aparentemente” convencidas que as ervas estimulantes são, de certa forma, mais saudáveis. É quase impossível determinar a quantidade exata de cafeína ou de outro componente das plantas contidos nas bebidas
Além do mais, para garantir que o consumidor tenha pelo menos uma resposta psicológica em resposta à ingestão das bebidas energéticas que contêm cafeína na forma de ervas, as indústrias adicionam uma quantidade conhecida de cafeína sintética.
Estudos afirmam que ervas como Astragalus, Schizandrae (Sinclair, 1998) e Echinacea (Ernst, 2002) aumentam a função imunológica e são componentes de algumas bebidas energéticas. Outras ervas que supostamente melhoram a memória como a Ginkgo biloba (Ernst, 2002) e a ginseng (Kennedya, 2001) também estão envolvidas.
Ingredientes adicionais incluem substâncias que supostamente “queimam o excesso de gordura”, como a Ciwujia (Cheuvront ET al., 1999), hydroxycitrato (Heymsfield ET al., 1998), e/ou Efedra (Molnar et al., 2000).
Algumas bebidas contém ervas “calmantes”como a Kava-Kava e a erva de São João. Estes ingredientes estão presentes, geralmente, em pequenas quantidades, mas mesmo em grandes quantidades não há evidências suficientes que comprovem os benefícios no desempenho físico.
Além do fato de existir pouca ou nenhuma evidência científica sobre a eficiência ergogênica destas ervas, algumas considerações devem ser feitas: Existe pouco ou nenhum controle regulador destes produtos; Falta de padronização e/ou pureza; Não rotulagem de todos os ingredientes, o que pode resultar em teste de doping positivo (Ros et al., 1999); Quando ingeridos com medicamentos prescritos, apresentam potencialidade para efeitos adversos graves (Izzo & Ernst, 2001); Efeitos adversos potencialmente fatais, incluindo falência hepática associada com a Kava-Kava (Kraft et al., 2001) e disfunção cardiovascular associada com a efedrina (Skinner et al., 2000); Possível diminuição do desempenho com altas doses de extratos de ervas que contém cafeína e outras substâncias que podem causar tontura e outros sintomas de disfunção do sistema nervoso central.

Piruvirato
O Piruvato, um sal do ácido pirúvico, tem sido adicionado a bebidas e enfatizado como um “combatente” da fadiga assim como “queimador” de gordura. Quando o piruvato foi administrado em grandes quantidades que provocou desconforto gastrointestinal sério, mas verificou-se, em um estudo, que houve aumento do encontradas em bebidas comercializadas (Morrison et al., 2000), não há benefícios ergogênicos. Portanto, o piruvato, em quantidades toleráveis nas bebidas energéticas, não é uma substância eficiente.

Proteína e Aminoácidos

A proteína é utilizada como um combustível para o desempenho físico no exercício, mas em quantidades desprezíveis. Portanto, a adição de proteínas a bebidas que contenham quantidade adequada de energia proveniente do carboidrato, não fornecerá vantagens no desempenho do atleta. É também improvável que a adição de proteínas a uma bebida enriquecida com carboidratos produza efeito considerável na síntese do glicogênio muscular durante a recuperação, quando comparada à ingestão de calorias equivalentes provenientes somente dos carboidratos (Carrithers ET al., 2000; Van Loon et al., 2000). Além disso, a adição de proteínas às bebidas esportivas pode alterar o paladar do produto. Alguns ingredientes de bebidas incluem aminoácidos isolados como a glutamina, arginina, taurina e/ou aminoácidos de cadeia ramificada, isto é, a leucina, isoleucina e a valina. Tem-se especulado que a suplementação com glutamina auxiliaria o sistema imunológico, diminuindo a probabilidade de “overtraining” nos atletas de endurance, e que poderia aumentar o estoque de glicogênio muscular durante a recuperação do exercício. No entanto, a glutamina presente nas bebidas não proporciona nenhum efeito nas respostas imunológicas ao exercício (Krzywkowski et al., 2001), e a adição desta a uma bebida enriquecida com carboidrato não aumenta a síntese de glicogênio durante a recuperação, quando comparada ao carboidrato isolado (Van Hall et al., 2000).
A suplementação com arginina parece também não beneficiar a restauração do estoque de glicogênio após o exercício, quando comparada ao carboidrato isolado (Yaspelkis & Ivy, 1999).
Estudos relatam que a taurina aumenta a contratilidade do coração em pacientes cardíacos e pode agir como antioxidante, mas parece não haver nenhuma evidência que comprove a influência positiva da suplementação com taurina no desempenho físico.
Os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) podem reduzir a síntese de serotonina pelo cérebro. Como a serotonina está associada com a fadiga precoce, tem sido proposto que a administração de BCAA durante o exercício poderia postergar a fadiga e aumentar o desempenho. Mas a adição de BCAA a uma bebida enriquecida com carboidrato não previne a fadiga durante o exercício com a mesma eficiência que a ingestão de uma bebida que contenha somente carboidrato (Van Hall et al., 1995).

Creatina e Carnitina
A quantidade de creatina adicionada à maioria das bebidas não é suficiente (ex.,11.2 mg/8oz) para produzir algum efeito benéfico. No desempenho, a menos que o atleta consuma 178 porções da bebida por dia, durante cinco dias, para alcançar a sobrecarga, geralmente empregada nos estudos, de carboidratos de 20 g/dia por 5 dias.
A carnitina está envolvida com o metabolismo de ácidos graxos e estudos afirmam que a suplementação com carnitina pode retar-dar a fadiga, por provocar maior estímulo para a utilização de gordura como combustível no exercício. Estas afirmações ainda não foram comprovadas por estudos científicos sérios e controlados (Brass, 2000).

Triglicerídeos de cadeia média

Exceto pela aparência e sabor agradável, a gordura prolonga o esvaziamento intestinal em relação aos carboidratos ou proteínas e, portanto, não seria uma fonte energética rápida para o corpo antes ou durante o exercício. Os triglicerídeos de cadeia média (TGM) são rapidamente metabolizados e têm sido adicionados a algumas bebidas energéticas para retardar a fadiga, por ser utilizado como combustível, poupando desta forma a utilização do glicogênio. Infelizmente, os TGM podem causar severas alterações gastrointestinais, não poupar o glicogênio (Jeukendrup et al., 1996) e não aumentar o desempenho (Jeukendrup et al., 1998).

Vitaminas e minerais

Atletas que consomem uma dieta normal demonstram menor probabilidade de apresentarem deficiência de vitaminas em quanto a suplementação vitamínica não promoverá melhoras no desempenho (Clarkson, 1991). Similarmente, com exceção da necessidade de recuperar o sódio perdido através da sudorese para minimizar a desidratação, não há evidências científicas que respaldem a melhoria do desempenho mediante a suplementação com minerais. Se um atleta quiser se assegurar de uma adequada ingestão de vitaminas e minerais, a ingestão de suplementos custará menos e será uma alternativa mais eficaz para uma bebida fortificada.
Entretanto, a adição de quantidades adequadas de vitaminas envolvidas no metabolismo de carboidrato (ex. 10 -30% de RDA de certas vitaminas do complexo B) pelo menos assegura a deficiência de calorias provenientes de carboidrato livres de micronutrientes, normalmente associadas com os alimentos fortificados com carboidratos.

Oxigênio
As bebidas que contém oxigênio dissolvido propõem que o oxigênio extra acelera o metabolismo aeróbico, que traz resultados, menores níveis de ácido lático e melhoria do desempenho. Partindo do princípio que o sangue arterial é saturado completamente com oxigênio, e que qualquer oxigênio extra, consumido mediante uma bebida, será imediatamente evaporado, não é surpreendente saber que não existe nenhuma evidência científica sobre os efeitos ergogênicos das bebidas “ super oxigenadas”.

Saliva de vespa

A VAAM (mistura de aminoácidos da vespa) é um produto derivado de 17 aminoácidos encontrados na saliva de filhotes de vespas. Dois estudos sobre VAAM que utilizaram ratos nadadores como modelo experimental são descritos nos websites, mas, não foram publicados em revistas científicas reconhecidas. Esta pesquisa demonstrou aumento significativo da endurance e diminuição dos níveis de ácido lático em ratos, mas em roedores a endurance do nado não é um bom critério para verificar algum efeito ergogênico.
Parece que não existem pesquisas publicadas sobre a utilização de VAAM, utilizando humanos como amostra, e não existe nenhuma boa razão para pensar que algum tipo específico de aminoácido trará benefícios para atletas.

Aplicações Práticas

O bom nível de atividade física, sono adequado, estratégias eficazes de hidratação e de alimentação, e provavelmente outros fatores não conhecidos que alteram os neurotransmissores cerebrais, são fatores necessários para produzir a sensação de vigor e energia. A ingestão de uma bebida energética isolada nunca reunirá todos estes elementos. Quando surgir a oportunidade de escolher qualquer bebida ou alimento, os atletas deveriam adotar uma postura mais crítica e questionar antes de comprar.

Seguem abaixo algumas recomendações:
É necessária a leitura do rótulo;
Atletas que usam medicamentos devem evitar qualquer produto que contenha ervas;
Se não existe nenhuma especificação nutricional ou lista com as especificações do conteúdo dos suplementos, os atletas não devem comprar este produto;
- Atletas devem saber se os ingredientes são legais e seguros;
- Atletas devem examinar os rótulos com as informações nutricionais para identificar a quantidade total de carboidratos, assim como de calorias;
- Deve-se evitar o produto se as afirmações a ele atribuídas não existem, são incompletas ou não substanciais.

Resumo

Os atletas sempre estarão interessados em produtos que garantam o aumento do desempenho. As bebidas energéticas não substituem adequadamente o tempo, treinamento, descanso, recuperação e as necessidades energéticas para os esportes.
O atleta deve sempre ser responsável pelo que acontece em seu corpo, isto é, deve estar sempre informado sobre as advertências dos suplementos dietéticos.
Para os atletas, a educação sobre estes produtos é fundamental para sua saúde, segurança e desempenho físico.

O que você precisa saber sobre as bebidas energéticas
Suplemento Volume 15 (2002) Número 1

Energia é a capacidade de realizar trabalho, o que abrange a síntese protéica de gordura e carboidratos, a produção de estimulo nervoso, a contração muscular e a realização do desempenho em esportes. A energia bioquímica é derivada dos alimentos e o seu ponto máximo é obtido quando os atletas têm descanso e sono adequados, e estão engajados em um programa de treina-mento eficaz e eficiente. A sensação de vigor também requer o equilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, o que também requer quantidade adequada de alimentos, líquidos, descanso, boa noite de sono e atividade física, além de outros fatores psicológicos, que conhecemos muito pouco.
Os fatores essenciais para o sucesso do atleta são a ingestão adequada de calorias e a boa hidratação. As bebidas energéticas podem suprir a necessidade de energia e de líquidos, e desempenhar um papel na sobrecarga de carboidrato durante a recuperação do exercício. No entanto, as bebidas energéticas, de maneira geral, tipicamente não foram formuladas visando a melhoria do desempenho para aumentar a força, velocidade e outras necessidades para o desempenho, quando consumidas um pouco antes ou durante o exercício.
Abaixo, podem ser encontradas algumas preocupações de especialistas sobre as bebidas energéticas:
Geralmente as quantidades dos ingredientes não são padronizadas; assim, é impossível saber se o indivíduo está ingerindo muito ou pouco de um determinado ingrediente; Alguns suplementos não têm sua composição descrita na embalagem; alguns deles contém ingredientes proibidos não descritos; Alguns produtos podem produzir efeitos adversos, que diminuem o desempenho;
As bebidas energéticas apresentam um custo alto para a obtenção de carboidrato e de líquidos.
A lista atrás apresenta alguns ingredientes adicionados às bebidas energéticas, com afirmações e verdades.

Bottom Line

Os atletas necessitam de um bom descanso, aporte energético adequado e hidratação, para atingir um ótimo desempenho. Os suplementos em forma de bebida deveriam promover efeitos positivos e não negativos no corpo. Examine com cuidado as bebidas energéticas e pense antes de comprar; tenha sempre em mente os seguintes pontos:
Existe algum hábito em sua dieta, em seu padrão de hidratação ou no seu estilo de vida, que você pode melhorar antes de optar por ingerir uma bebida energética?
Parece que a bebida energética é muito boa para ser verdade? Provavelmente você está certo.
A bebida apresenta as especificações nutricionais ou rótulo com as especificações do suplemento? Se não, não compre.
Quais são as afirmações atribuídas ao produto? Há algum respaldo científico comprovando-as?
Evite aditivos de ervas no caso de você estar ingerindo algum medicamento; podem ocorrer interações adversas entre os químicos das ervas e o medicamento;
Evite produtos que contenham efedrina, yohimbe e mate; eles não são seguros.

As “bebidas energéticas“: ajudam, prejudicam ou são apenas moda?

Autor: Leslie Bonci, MPH, RD

Sobre o artigo:
Estudos recentes que verificaram os efeitos adversos das “bebidas energéticas” não reduzem a propaganda que estimula o consumo. Os atletas continuam buscando uma poção mágica que maximize o desempenho. Portanto, precisam aumentar o conhecimento sobre os ingredientes que compõem estas bebidas, seus riscos potenciais e o momento adequado para a ingestão. O ponto principal é que as bebidas energéticas não substituirão o tempo, treinamento, nutrição, descanso e recuperação necessários para o alcance do ótimodesempenho atlético.

Mensagem principal:
Há pouco ou nenhum controle regulador destes produtos. A rotulagem contendo as especificações é fundamental, já que alguns ingredientes são ilegais e não seguros. Esteja atento porque muitas afirmações são incompletas e não substanciais. E se parecer muito bom para ser verdade, provavelmente é!

a Fonte: www.b excitebluebottle.com
c Fonte: www.bevnet.com
d Fonte: www.hansens.com
e Fonte: www.gpush.com
f Fonte: www.ultrafit-endurance.com
g Fonte: www.getbig.com
h Fonte: www.excitebluebottle.com
i Fonte: www.maxperformance.com
j Fonte: www.nutrinox.com
k Fonte: www.vaam-power.com
Fonte: Package Label